O investimento em Portugal está a torna-se um caso sério a nível mundial, com vários setores de atividade a demonstrarem cada vez mais capacidade de gerar retorno no curto/ médio prazo e a compensarem o investimento e confiança no nosso país. Um modelo assente em infraestruturas sólidas e assegurando todas as condições necessárias para impulsionar uma economia em grande crescimento, alinhado com um espírito empreendedor e com uma forte dinâmica de inovação e desenvolvimento tecnológico.

O aparecimento de um grande número de startups e empresas com formatos totalmente otimizados, sem uma estrutura pesada e centralizada, apoiados em modelos de negócio lineares e com forte impacto no mercado, garantindo uma alavancagem elevada, habitualmente em curtos ciclos temporais, é reflexo do potencial de Portugal enquanto destino de investimento e aposta internacional.

Setores como a Indústria, nomeadamente a Metalomecânica e a Alimentar, que apresentaram valores recordes de exportações, estão atualmente a gerar novos postos de trabalho e a atrair maior investimento em Portugal, com a abertura de novas fábricas de norte a sul do país, disponibilizando diversas oportunidades de emprego.

O crescimento do mercado nacional não tem sido apenas impulsionado pela indústria, mas também outros setores têm sido enriquecidos, nomeadamente empresas do setor terciário, absorvendo alguns shared-services e grande volume de recrutamento no âmbito de funções de suporte a projetos internacionais, assegurando toda a monotorização a partir de Portugal e todo o acompanhamento a clientes e/ou utilizadores de vários pontos do globo, o que tem gerado muito interesse, particularmente no mercado europeu, em profissionais deslocalizarem-se para o nosso país, colmatando a inexistência de alguns idiomas presentes neste mercado.

É impossível falar em crescimento, investimento e Portugal, sem referir o setor Imobiliário, Turismo e Tecnologia, mas vamos por partes.

O setor imobiliário teve um desenvolvimento galopante nos últimos cinco anos, se pensarmos por exemplo em 2017, verificou-se um aumento de mais de 50% do que o valor registado em 2016, e o crescimento tem sido impulsionado por um grande investimento estrangeiro e uma capacidade intrínseca que o país tem vindo a demonstrar, através de um clara melhoria de infraestruturas, de uma estratégia sustentada no Turismo atrativo e num crescimento exponencial da oferta, através por exemplo, do aparecimento de novas unidades hoteleiras e de um modelo reformulado de alojamento, em que qualquer um pode ser um agente deste mercado. O clima, a segurança e o custo de vida em Portugal, têm sido igualmente sinónimos de atração e retenção de investimento, e uma garantia de compromisso pelos players estrangeiros que capitalizam a economia nacional.

O setor tecnológico tem progredido consideravelmente nos últimos dez anos, e o impacto da recente crise em Portugal não apresentou sinais negativos ou danos colaterais, no que se refere a investimento e incremento de oportunidades de emprego nesta área. No arranque de 2018, podemos analisar este setor como estando em constante transformação e com uma complexidade cada vez mais abrangente. Existe uma necessidade de profissionais, que neste momento supera largamente a oferta de mão-de-obra especializada e que consiga acompanhar um mercado tecnológico com elevada margem de progressão. O investidor estrangeiro vê o mercado nacional com um potencial imenso, suportado em perfis fortemente qualificados, com uma dinâmica ampla de negócio e um custo de mão-de-obra substancialmente mais competitivo, comparativamente com muitos outros players europeus. 

Todas estas oscilações no tecido empresarial e impacto na economia do investimento em Portugal têm produzido um retorno muito positivo para a empregabilidade nacional. As previsões do Banco de Portugal, apontam para uma descida da taxa de desemprego em Portugal para valores inferiores a 8% em 2018 e que caiam para um valor inferior a 7% no próximo ano de 2019. Se recuarmos menos de 10 anos, apuramos que a taxa de desemprego era superior a 11 % (dados do INE), pelo que, as perspetivas são de crescimento e aumento da capacidade económica do país, num mercado que se apresenta cada vez mais competitivo e com uma especialização de funções cada vez mais complexa e transversal.

O investimento em Portugal é uma tendência nos próximos anos e existem indicadores positivos no aumento dos processos de recrutamento e oportunidades de carreira, os desafios serão cada vez mais globais e exigirão uma capacidade de reinventar as ferramentas de trabalho e a capacidade de interagir com profissionais espalhados pelos quatro cantos do mundo.

Todo este crescimento deve ser assegurado numa perspetiva de longo prazo e as condições necessárias à sua sustentabilidade, terão de ser garantidas por uma estrutura social adaptada à mudança e preparada para o impacto e transformação no mercado laboral e na exigência dos novos desafios e evoluções tecnológicas.

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