Sabia que apenas 7% da nossa comunicação é verbal? Isso significa que, sem controlo daquilo que o nosso corpo fala, estamos a desperdiçar 93% de oportunidade de passar e reforçar a nossa comunicação.

Este artigo aplica-se a absolutamente tudo na vida, mas infelizmente a maioria de nós aprende apenas esta skill para complementar o seu perfil profissional. Contudo, é positiva mesmo para a perceção que temos de nós próprios e para uma melhor interpretação do outro. Desta forma, e ainda em processo de aprendizagem, irá começar a sentir que tem uma melhor compreensão de si, bem como começará a entender melhor os porquês dos comportamentos das outras pessoas. A aprendizagem da Linguagem Corporal, tal como outra aprendizagem qualquer, vem abrir novas portas que, apenas por nós poderão ser explicadas. Mas, na Human Profiler reconhecemos de extrema importância a colocação no lugar do outro, não com a nossa visão e forma de pensar, mas com a do próprio com quem estamos a fazer este exercício. 

O que é a Programação Neurolinguística – PNL?

Já alguma vez deu por si a olhar em seu redor e a não compreender as ações dos outros? Pois é, nós, enquanto seres humanos, somos o resultado do nosso inato, que é o que nasce connosco e pode ou não ser potenciado durante a nossa existência; e também do meio, o ambiente em que nascemos e nos introduzimos socialmente, as escolas em que andamos, os amigos que fazemos, os trabalhos que aceitamos. Basicamente, tudo aquilo que nos rodeia.

Como “tudo” é muito vasto e nem o nosso consciente consegue reconhecer essa influência constante e extrema pela qual passámos, a Programação Neurolinguística vem segmentar melhor estas influências que, no fundo, não são nada mais do que um conjunto de convicções que nós, enquanto pessoas racionais e emotivas, formamos nas nossas mentes.

O problema principal do nosso entendimento está no desabamento das nossas convicções. Quando algo se revela o oposto do que esperávamos, ficamos desiludidos com os resultados, e esses resultados são o produto das nossas convicções, pelo que, muitas vezes, direcionamos este sentimento negativo para nós. Por este motivo, antes de mais, interiorize que existem dois tipos de limitações:

As limitadoras, que são nefastas para nós e para a nossa forma de percecionar a vida pelo seu cariz tão rígido;

As ilimitadas, criadoras de uma hipótese, mantendo o corpo sempre aberto à receção de um novo conhecimento, que possa até invalidar a base do nosso.

Se separarmos a expressão Programação Neurolinguística, temos também a explicação do seu significado. Programação trata-se dos programas mentais que, consciente ou inconscientemente criámos e que são responsáveis pela forma como agimos. Neuro, trata a parte do cérebro e linguística, as palavras que nós escolhemos usar.

Ora, o que a Programação Neurolinguística faz é trabalhar a forma como percecionamos as nossas convicções, realocando-as no corpo.

Já deve ter reparado que neste artigo estamos a usar algumas vezes a palavra corpo quando poderíamos estar a substituí-la pela palavra mente. Talvez até fizesse mais sentido, mas apenas numa primeira fase de abordagem. O motivo prende-se com o facto da Programação Neurolinguística ou PNL ouvir o corpo todo!

Certamente já ouviu e sentiu as chamadas borboletas ou cambalhotas no estômago quando a adrenalina se apodera de si. A explicação é bem mais simples do que o significado que às vezes lhe damos: enquanto temos cerca de 86 mil milhões de neurónios no cérebro (segundo a neurocientista Suzana Herculano-Housel), no nosso intestino temos também esta presença neurológica. O número é mais reduzido, é certo, mas extremamente significativo, representando aproximadamente 500 milhões de neurónios. Sim! 500 milhões de neurónios no nosso intestino! Isso significa que o intestino é um segundo cérebro para nós. O resultado do que sentimos no nosso intestino, bem como no estômago e coração, é produto da nossa mente somática. Esta outra forma de pensar que temos é bastante válida, pois imagine, a nossa mente somática é quem nos diz que temos fome, nojo, repulsa, paixão, etc. Não é uma parte mental que constrói o julgamento, pelo que, uma questão por norma, deverá ser pensada com o conjunto destas mentes, mas sem dúvida uma capaz de produzir energia ilimitada e, muitas vezes, nós estamos apenas a desperdiçá-la. Não devíamos estar antes a direcionar toda a energia possível para o nosso bem-estar e dos outros? Por falar nos outros, para além desta mente somática, temos ainda a mente relacional, responsável pela nossa empatia e, portanto, pelo respeito mútuo e pela capacidade de colocação mental no corpo do outro. ­­

O melhor conselho a ser dado para uma abertura de mente (convicções ilimitadas) é questionar tudo! Comece a estranhar aquilo que, até então, não lhe era estranho. Tome o habitual por inexplicável e sinta-se perplexo pelo dia-a-dia. Afinal de contas, se fizermos o exercício de apagar toda a influência do meio das nossas cabeças, esta tarefa tornava-se muito fácil, certo? Continue connosco porque vamos sugerir algumas outras práticas ao longo deste artigo.

Como interpretar a Linguagem Corporal

Já deve ter reparado que a nossa primeira impressão de alguém é muito perspicaz. Esta rapidez com que criamos uma ideia de alguém é nada mais nada menos do que um conjunto de fatores que essa pessoa nos transmite e nós, inconscientemente, interpretamos. Irá depender da interação (seja ela apenas não verbal ou também verbal), da pessoa e do próprio dia em que ela está. Atenção, referir que quando falamos de pessoa, falamos de um ser humano que tal como nós, foi influenciado pelo seu próprio inato e meio. É importante que no futuro faça o exercício de repetir isto para si, pois no dia-a-dia quando lidamos com pessoas, é muito fácil esquecer que uma atitude menos boa, muitas vezes tem um motivo que não somos nós por de trás. Somos naturalmente egocêntricos e isso não tem de ser necessariamente mau, desde que usado com noção e equilíbrio.

Dentro desses fatores e dentro da própria Programação Neurolinguística, temos a Comunicação Não Verbal, ou comumente referida como Linguagem Corporal. Esta linguagem natural ao ser humano, trata-se de uma influência cultural que nos foi passada ao longo de séculos e, da mesma forma, de um conjunto de sinais corporais ou faciais que enviamos quando falamos ou até mesmo quando pensamos. Muitas vezes, boca e corpo não falam o mesmo, mas adivinhe quem tem mais dificuldade em mentir. Sim, está certo, o corpo! Por exemplo, sabemos, mesmo que uma palavra não tenha sido dita, que quando alguém acena a cabeça horizontalmente, está a dizer que não. Contudo, vamos até outros países, como é o caso da Bulgária, onde exatamente a mesma expressão corporal significa o oposto, representando um sim. Portanto, antes de tentar analisar alguém, certifique-se de qual a cultura que influenciou o seu crescimento, pois será um dos passos para não julgar erradamente as expressões corporais e faciais que vê.

Em segundo lugar, há que compreender a essência dessa pessoa. Existem pequenos gestos, como tocar no cabelo, que podem significar que a pessoa com quem está a falar está interessada em si. No entanto, essa pessoa pode apenas ter um tique presente por imitação ou por alguma circunstância marcante passada. Isto implica um esforço em entender determinadas reações, antes de começar a tirar conclusões. Por exemplo, essa pessoa fica vermelha quando está calor? Se sim, o vermelhão da sua cara poderá estar relacionado com vergonha ou com calor. Deverá sempre considerar os fatores pessoais e do meio numa primeira instância.

A forma mais fácil de compreender a linguagem corporal, é observá-la com mais atenção e praticá-la.

Nesta Ted Talk de Leyla Tacconi vemos que, mesmo numa sala onde a única língua que todos têm em comum é o inglês, muitas pessoas que se encontrão na plateia conseguem entender o que Leyla diz em Italiano pelos gestos que escolheu fazer. Podemos também reparar na energia que ela coloca nas suas expressões. Em primeiro, Leyla tem uma cara amigável e confiável. Traz um sorriso posto, mas não um sorriso qualquer. Um verdadeiro, pois Leyla está a sorrir com os olhos. Em muitos momentos da filmagem, vemos os seus olhos a criar rugas de expressão comumente conhecidas como patas de galinha. Esta jovem italiana fala pausadamente porque pensa previamente no que irá dizer e como irá dizê-lo, com as suas palavras e gestos. Quando refere que move as suas mãos quando fala por ser italiana, mexe efetivamente as mãos, terminando com um gesto corporal manual, unindo a ponta dos dedos e abrindo e fechando as mãos – o gesto representativo de falar. Leyla abre os braços, mostrando-se recetiva, cativando pela leveza que traz na sua expressão amistosa. É, no entanto, essencial neste vídeo que oiçam também a explicação desta jovem, pois ela também acrescenta inputs importantíssimos na aprendizagem da linguagem não verbal, como postura corporal.

De qualquer forma, e exatamente derivado dessa postura, Leyla denuncia também que não é uma pessoa dominante, mesmo antes de o dizer. Para começar, os seus gestos são bastante calculados, pois dentro de um discurso pausado conseguimos vê-la a pensar: sabe o olhar para a lateral esquerda superior? Veremos adiante o que significa! Para além disso, quando Leyla vai iniciar o tópico de postura, as suas costas caem ligeiramente, mesmo antes de ela dizer sequer a palavra. Contudo, o corpo dela já sabe qual é o próximo tópico e recai sobre a sua convicção, confortável em relação ao mesmo. Exatamente quando esta jovem nos diz que está a tentar passar a ideia de dominante, o seu corpo cai mais uma vez logo após um suspiro de esforço. Portanto, mesmo antes da jovem admitir a sua postura, nós já sabíamos, certo? Apenas não reparámos que o nosso cérebro já tinha essa informação.

Linguagem corporal através do olhar

Tal como Leyla Tacconi nos diz e bem, o olhar é dos pontos mais comunicativos que podemos tomar partido de, ou, por outro lado, estragar tudo com.

Antes de mais, é essencial que mantenha um espírito crítico pois enquanto você está a analisar as expressões não verbais que o outro está a fazer, a pessoa que está a sua frente pode simplesmente estar a olhar para algum sítio em particular. Avalie o conjunto e não apenas o olhar e terá mais dicas para uma perceção cada vez mais perspicaz e correta.

De seguida, iremos analisar rapidamente os lados do cérebro. Se o dividirmos ao meio, podemos dizer que o lado direito do cérebro é o responsável pela imaginação e criatividade e o lado esquerdo, responsável pela memória e pelo passado. O lado em que olhamos já está a dar pistas acerca do que estamos a fazer, apenas por estas duas frações.

A expressão facial: um olhar firme numa conversa

Dependendo da dilatação desse olhar, coisas diferentes poderão estar por detrás dessa parte da expressão facial.

Um olhar firme e calmo, ou seja, com as pupilas pouco dilatadas e com uma abertura regular da pessoa que estamos a analisar, poderá simplesmente significar que está a ter uma conversa verdadeira e que é um bom ouvinte. Está realmente interessado, seja por que motivo for, na conversa da outra pessoa. Poderá conjugar este olhar com uma mão a tocar no queixo, conhecido como a postura do pensador e aí, definitivamente terá alguém que está a dar plena atenção ao seu discurso.

Contudo, basta lançar um olhar fixo demais e dilatado, e a probabilidade de ter alguém que está extremamente nervoso à sua frente será grande.

A expressão facial: evitar o olhar

Como vimos, o silêncio fala, portanto, o desvio do olhar, não é exceção.

Se tem alguém que está constantemente a evitar a troca de olhares consigo, evitando focar o olhar em si e procurando pontos de fuga ocular constantemente, isso poderá indicar que a pessoa está incomodada.

Por outro lado, se este olhar for apenas distante, mas baixo, tem uma forte possibilidade que o olhar que está a presenciar, seja mais um indicador de tristeza.

Em qualquer uma destas vertentes, a pessoa que tem à sua frente precisa sentir-se conectada consigo para se abrir e falar mais. Não vale apena afirmar que vê que ela está triste ou incomodada, essas são palavras que vão deixar a pessoa ou mais incomodada ou mais triste, pela constatação. É, contudo, positivo tentar levar essa pessoa para uma zona de conforto conversacional e/ou emocional e guiá-la a partir daí para um tema mais delicado.

A expressão facial: olhar para a lateral direita do topo

Este é o clássico olhar do mentiroso. Não costumam existir muitas dúvidas se estamos a produzir uma conversa e, a meio, olhamos para a esquerda. Mesmo que a pessoa seja esquerdina, o seu cérebro continua a ter as mesmas divisões alocadas no mesmo sítio.

Isto é facilmente explicável com o cariz imaginativo do lado direito dos nossos cérebros e com o facto de toda a mentira precisar de um grande toque de criatividade.

É o lado direito que inconscientemente procuramos quando mentimos, mas atenção: este processo é inconsciente até tomar consciência do mesmo. Os melhores mentirosos são aqueles que praticam isto, contudo, continua a ser bem possível apanhá-los numa parte de improviso.

A expressão facial: olhar para lateral esquerda do topo

Esqueça as mentiras que o lado direito inventa, o lado esquerdo é muito mais metódico. Nem por isso mais importante, no entanto. São ambos lados de extrema importância e quanto mais desenvolvidos, melhor.

Mas regressando ao lado esquerdo, e uma vez que está ligado à memória e às experiências que passamos, significa por norma que alguém está a tentar lembrar-se de algo em específico.

A expressão facial: olhar semicerrado

Comumente, esta expressão ocular que produzimos entre a nossa linguagem corporal, é conhecida, e de forma correta, como um olhar de flirt. Contudo, este olhar pode enganar, e significar apenas timidez.

Tenha cuidado nesta interpretação porque uma vez que somos pessoas bem diferentes, poderá estar apenas perante alguém mais confortável consigo próprio e encarar uma mera brincadeira, como flirt.

Ainda assim, e ainda dentro de uma secção mais romantizada, temos o olhar normal, mas de pupilas naturalmente dilatadas, que significará, por norma, atração.

A expressão facial: revirar os olhos

Muito conhecida entre adolescentes. Entretanto crescemos e muitos de nós começam a substituí-la em vez de aniquilá-la. Passa a ser um mero olhar para cima com algum desdém, que é reconhecido na velocidade e circunstância em que acontece.

Ainda assim, atenção pois pela sua presença comum em adolescentes, é considerado infantil, para além de má educação e é daqueles típicos que já reconhecemos desde que nos lembramos. Não é uma novidade o significado deste olhar, que nos traz sentimentos de irritação e/ou desprezo. Contudo, embora não falemos neste artigo, tenha cuidado com os deitar a língua para fora durante um discurso. Deitar a língua fora da boca, mesmo que discretamente, pode apenas significar que a pessoa que está a falar está nervosa e não tem bem a certeza do que está a dizer. No entanto, pode também ser uma adaptação mais discreta do revirar de olhos. Não fica muito difícil identificar qual das situações é quando conhecemos a pessoa e vemos a circunstância em que estamos.

A expressão facial: uma sobrancelha erguida e a outra semicerrada

É uma expressão que nos é muito familiar, também pela quantidade de vezes que já a fizemos em alturas muito concretas. Pois é, este olhar significa confusão, alguma surpresa ou dúvida e o seu cariz positivo ou nefasto, será, mais uma vez, encarado pelo conjunto da expressão.

Porquê alguma surpresa? Porque surpresas grandes terão os dois olhos bem abertos, as sobrancelhas arregaladas e a boca acompanhará os olhos, caindo e abrindo.

A expressão facial: Olhar baixo para a lateral esquerda

Geralmente significa apenas que a pessoa está a pensar sobre alguma coisa. Quando uma pessoa fica muito tempo do seu dia neste olhar, geralmente estará pensativa. Lembre-se, no entanto, que terá sempre de aplicar o que estamos a dizer, com o fator meio. Ela pode simplesmente estar a ver algo que está posicionado no chão à sua esquerda, caso veja a situação a decorrer num ambiente descontextualizado.

A expressão facial: Olhar baixo para a lateral direita

O lado direito do cérebro, ao contrário do esquerdo, é um lado mais criativo e visual. Geralmente, o abstrato encontra-se deste lado, exceto, claro, a sua definição lógica em palavras, essa está do lado esquerdo. Mas o olhar baixo é relacionado com o nosso pensamento. Portanto, juntando os dois, estamos por norma em busca de um sentimento que nos é ou foi familiar.

Contudo, não tome apenas o olhar como fonte de comunicação. Neste vídeo veja as 7 expressões faciais mais utilizadas globalmente e que o vão ajudar a decifrar algumas situações do dia-a-dia.

Exercícios para praticar Programação Neurolinguística

A Programação Neurolinguística tem um conjunto de métodos associados. Ao longo deste artigo falámos de PNL mas também de Linguagem Corporal. Não se deixe enganar pois não são a mesma coisa. A Linguagem Não Verbal é algo usado e analisado dentro da PNL.

Lembre-se, estivemos o artigo todo a relembrar que tudo depende também do meio, e a Programação Neurolinguística o que faz, é tomar as expressões corporais em sintonia com o meio para conseguir retirar mais hipóteses.

Também efetivamente na nossa fala, estamos a comunicar. Esses 7% vão ajudar a contextualizar e a mostrar quem realmente somos, por isso, não os desvalorize, até porque a Programação Neurolinguística não o faz.

Finalmente, e antes de nos desdobrarmos sobre os 4 de muitos métodos que lhe vamos deixar aqui, lembre-se e reconheça que existem duas hipóteses para seguir com uma conversa.

A primeira, é adaptando-se através de técnicas como espelhamento da linguagem corporal ou adotar o volume verbal do outro. Tanto uma como a outra são uma imitação, muitas vezes inconsciente, da pessoa que estamos a ouvir. Quando fazemos isto, e pela capacidade de ouvir o outro, tornamo-nos pessoas mais agradáveis aos olhos da outra pessoa.

A segunda, diz respeito à liderança de uma conversa, fazendo perguntas, expressões faciais, gestos corporais e tom de voz.

Dito isto, vamos passar aos métodos de Programação Neurolinguística que podem facilmente mudar a sua vida e as dos que o rodeiam.

PNL e o uso de comandos negativos

O uso de comandos negativos programa o nosso cérebro para contrariar. O nosso cérebro não gosta do “não” como resposta e tende a pelo menos ter vontade de fazer o oposto.

Vamos fazer um exercício: NÃO imagine um elefante rosa.
Em que pensou você? Nós sabemos! No elefante rosa. Mas nós dissemos-lhe para não fazer certo?

Outro exemplo comum que nos é muitas vezes familiar: reconhece na sua memória o dia em que uma amiga ou amigo lhe disse que alguém estava a chegar e para você não olhar? O que fez nesse momento? Provavelmente olhou instintivamente e logo a seguir apercebeu-se que não o poderia ter feito. Pois é, o não, não funciona muito connosco, seres Humanos.

Pode parecer difícil e a verdade é que terá de pensar um pouco sobre o assunto até conseguir fazê-lo de forma completamente assertiva, mas o truque é esse mesmo. Pense sempre antes de falar! É tudo uma questão de como vamos dizer o que queremos porque o conteúdo é exatamente igual. Veja exemplos, pois serão enriquecedores para o seu quotidiano.

Deixamos já um aqui: com qual das seguintes frases se sentiria mais à vontade e, por isso, menos nervoso?
Frase 1: Leve o seu tempo para terminar o trabalho.
Frase 2: Não se apresse a terminar o trabalho.
Nós não vimos a Linguagem Corporal que fez ao lê-las, mas já sabemos a sua escolha. A nossa é igual.

Programação Neurolinguística e o Comando do Tom

Quando respondemos a questões, a nossa voz sobe ligeiramente no final da interrogação, mas por outro lado, quando damos uma ordem, o nosso tom desce.

Estas descidas e subidas de tom que enfatizam os nossos gostos. É por isso que alguém que sempre adorou o azul e ouve um tom superior em vermelho na frase “prefere azul ou vermelho?”, respondendo rapidamente poderá realmente dizer vermelho. Estes pequenos acontecimentos não são por acaso.

O que concluímos com isto é que, se um tom forte traz mais respostas que combinam com a nossa opinião, então quando queremos suportar um argumento ou sugestão nossa devemos usar um tom forte. Lembre-se apenas do equilíbrio e não exagere esse tom, ou poderá parecer apenas autoritário.

PNL e a Acuidade Sensorial

A acuidade sensorial é a capacidade de perceção fisiológica dos outros e das suas alterações: sejam respiratórias, cor de pele, tom de voz, etc. A sensibilidade para esta perceção num momento de mudança é a nossa possibilidade de evitar que a outra pessoa ou nós próprios mudemos para o estado seguinte. Porquê?

Muitas vezes mesmo antes de ficar tristes damos um suspiro de tristeza e fazemos a expressão facial que vimos no vídeo acima. Se quem estiver connosco tiver a capacidade de perceção que iremos mudar para um momento mais amargurado, poderá agir com a intenção de levar-nos numa outra viagem emocional da mesma forma: através de palavras, expressões faciais, gestos corporais e, quem sabe, o meio esteja em seu favor.

Para além disso, quando esta capacidade é mostrada, mesmo que não seja identificada pelo outro, as pessoas costumam sentir-se mais apreciadas, ouvidas e compreendidas.

Programação Neurolinguística e Ancoragem

Ancoragem diz respeito à interligação indireta que o nosso cérebro faz com outras situações. Por outras palavras, quando igualamos um som, um toque ou uma palavra com um estado em particular, ao repetirmos esse som, toque ou palavra poderá remeter a pessoa para o estado em que queríamos. Com estado, falamos em emoções: feliz, triste, confuso, etc.

O exemplo mais básico é quando vamos lavar os dentes e de repente temos vontade de usar a sanita. Essa vontade vem porque estamos num meio de ligação e porque associamos ambas as atividades.

Poderá aplicar este método a si próprio ou aos outros, mas não precisa necessariamente de recriar o meio. Use a informação que tem ou momentos que já reconhece. Imagine que a sua equipa foi reconhecida por um projeto internacional. Está contente, certo? Nesse momento o seu patrão chega perto de si, coloca a mão no seu ombro, e com um sorriso (verdadeiro, portanto nos olhos) dá os parabéns a si. Neste cenário, o patrão dará os parabéns individuais e gerais a todos, mas estamos a focar no contacto individual consigo. Isto feito, existe uma possibilidade que inconscientemente comece a reconhecer esse momento como bom e no futuro, quando for preciso animá-la/lo por um erro que cometeu e com o qual se esta a martirizar e a ser menos produtiva/o por isso, o seu patrão poderá simplesmente colocar a mão no seu ombro e dar uma palavra de continuação. Existe uma possibilidade que você tenha marcado o momento anterior e, no caso de o ter feito realmente, irá reconhecê-lo, mesmo que inconscientemente, no presente, sendo que o associará a um momento bom. Se a associação que faz é essa, é levada/o automaticamente para o mesmo estado: felicidade.

Tenha apenas um cuidado: todas estas coisas devem ser feitas com sensibilidade e com algum conhecimento acerca do tipo de pessoa que temos em frente. Não se lance forçosamente, até porque, apesar das circunstancias poderem ser favoráveis a esse toque, talvez não seja o mais aconselhado para a pessoa em questão. Afinal de contas, somos todos pessoas diferentes e temos formas de estar igualmente distintas na vida. Perceba quem tem em frente e mais rapidamente conseguirá lidar e se relacionar com essa pessoa da forma mais correta. Lembre-se de quando falamos da mente relacional, pois essa é a sensibilidade necessária para a empatia. Veja o vídeo abaixo para poder ter um entendimento mais detalhado dos diferentes tipos de pessoas.

Como usam os líderes a Linguagem Corporal para ganhar impacto

Esta é uma linguagem que grandes líderes de poder têm do seu lado. Neste artigo fizemos um esforço para que a aplicação dos conhecimentos fosse em aspetos gerais quotidianos de todos nós de forma a fornecer uma melhor compreensão acerca do assunto.

A equipa
Human Profiler

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